Luz e sombra dos BLOGS

Posted by – 12 de dezembro de 2008

Hoje escrevo-lhes traduzindo uma notícia interessante publicada no inserto de Ciência&Tecnologia do jornal italiano La Stampa. Peço desculpas desde já pelo tamanho do texto, mas achei tão importante, que não poderia deixar de compartilhar o assunto em nossa língua. Vamos lá!

“Se até o magnata da mídia Rupert Murdoch percebeu os Blogs e requisitou aos diretores de suas empresas para pensar a Web e experimentar os bloggers para integrar a cobertura das notícias, significa que, desde 1997, quando alguns seguidores da Linux idealizaram uma nova forma de comunicação na rede, os weblogs (depois abreviados para blogs) fizeram muita estrada. Desde então o ritmo de crescimento foi impressionante. Das poucas dezenas de milhares do início aos 4 milhões em 2004. Depois, a decolagem: 20 milhões em 2005, 70 milhões em 2007, até a estimativa de 133 milhões no mundo, publicada na relação do Estado da Blogosfera 2008 e difundido pela Technorati, o maior motor de busca do setor.

Para monitorar essa invasão, Technorati operou de duas maneiras: quantitativamente, verificando o próprio banco de dados e, qualitativamente, efetuando uma pesquisa entre os blogueiros de sessenta países. A pergunta inicial era: quem são os bloggers? A maioria são homens (66%). 50% deles possuem idade entre 18 e 34 anos e provalentemente são norte-americanos (43%), seguidos pelos europeus (27%) e asiáticos (13%). Usam o inglês (72%), com exceção da Europa, onde são usadas 34 línguas. E na escolha do tipo de blog se subdividem entre blogs pessoais e profissionais e, entre os assuntos, a coisa se divide entre tecnologia (46%), política (35%), música (31%) e cinema (30%).

Mas por que existem? Technorati indica uma razão: o desejo de encontrar novas oportunidades. Se espera aumentar a própria visibilidade na rede em relação ao próprio ambiente (para aqueles que o fazem por hobby), e entre os profissionais se busca ascenção no próprio setor de referência. Entre as motivações se impõe, na verdade, a satisfação pessoal (75%), mas também o divertimento parece agir como mola (54%), sem desdenhar porém as eventuais possibilidades de tirar do blog algum proveito econômico (42%), por meio de publicidade.

Os blogs são um fenômeno enraizado e os observadores concordam na consideração da força do boca-a-boca telemático como garantia de longa duração. Nos EUA, os freqüentadores (77 milhões) superam MySpace (75 milhões). E, por outro lado, segundo a Universal MacCam, 77% dos usuários ativos na Internet lê habitualmente ao menos um blog.

Mas a progressão revela um outro aspecto: fazer um blog é rápido e está na moda. Mantê-lo é um outro assunto. Somente um milhão de blogs são atualizados pelo menos uma vez por semana e caem para 900 mil (entre os 133 milhões), aqueles atualizados a cada 24 horas. Assim, a – blogosfera ativa – teria uma drástica redução tout court .

E mesmo esta blogosfera ativa não está ilesa de pontos fracos. Fora as acusações de diletantismo online, e narcisismo digital, ataques mais circunstanciais atingem a última evolução do fenômeno: é aquela que transforma a auto publicação em citizen journalism. Graças às câmeras fotográficas digitais e aos celulares, milhares de usuários se tornam repórteres por meio dos blogs (ou colaboram com os sites de informações como OhmyNews), produzindo grandes quantidades de notícias em tempo real.

O lado obscuro está representado pela desinformação e pela falta de responsabilização, como aconteceu com a falsa notícia de Steve Jobs que teria sido vítima de um enfarte: veiculada no site Citizen Journalism iReport, prejudicou gravemente a Apple que, antes que a notícia fosse desmentida, sofreu um golpe na Bolsa”.

Caros, o que precisamos ter em mente é que blogs são feitos por pessoas e pessoas são assim, muitas vezes inconseqüentes e sem valores. Isso é humano e se repete na história. Agora é o tempo da verdade, da transparência. O que permanecerá e será respeitado na rede, seja através de blogs ou o que mais vier, não poderá fugir desse perfil. Os demais estarão fadados a desaparecer, assim como apareceram: muito rapidamente!

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