Month: janeiro 2009

Quem sai ganhando no mundo da vaca

Posted by – 26 de janeiro de 2009

vaca-roxa

O que é uma vaca roxa? Segundo Seth Godin, ser uma VACA ROXA é ser notável, ou seja um novo “P” (de “purple cow”) no mundo do marketing (os quatro favoritos são Produto, Propaganda, Preço e Promoção).

Notável significa – dentre outras coisas – ser excepcional, novo, interessante. “O tedioso – uma vaca marrom – é invisível” segundo o autor.

E assim segue o livro, que vai mostrando, aos poucos, como o mundo da mídia de massa (televisiva, com anúncios de produtos comuns, com ciclos longos e pequenas mudanças) vai cedendo lugar ao pós-televisivo, com produtos notáveis, de ciclos curtos e de grandes mudanças. Ilustrando um pouco… McDonald´s, Marlboro: são (típicos) do mundo televisivo; já o restaurante Outback e Linux são produtos Vaca Roxa.

Transcrevo, aqui, um dos trechos que mais aprecio no livro – Os Benefícios de ser uma Vaca, página 96 -:

“(…) À medida que o mundo vai se tornando mais turbulento, um número cada vez maior de pessoas busca segurança. Todos querem baixar a taxa de risco de suas carreiras e de seus negócios ao mínimo possível.

E a maior parte das pessoas acredita, erroneamente, que a maneira de se conseguir isso é fazendo as coisas com a maior segurança possível. Ou se escondendo. Portanto, um número cada vez menor delas trabalha para criar uma Vaca Roxa.

Ao mesmo tempo, o mercado fica mais ágil e mais fluido. É verdade que estamos muito ocupados para prestar atenção, mas uma parte da população está mais inquieta do que nunca. Alguns se contentam em trocar de operadora telefônica, de companhia aérea, de empresa de auditoria ou do que mais for necessário para conseguir uma vantagem. Se o caixa do banco o incomoda, bem, há um outro banco na outra esquina. Assim, enquanto um número cada vez menor de pessoas tenta se tornar a Vaca, as recompensas por ser notável continuam a aumentar! Continua valendo a capacidade de um pequeno grupo de sequiosos experimentadores para influenciar o resto de nós.

À medida que a capacidade de ser notável segue demonstrando o seu assombroso valor de mercado, as recompensas que resultam da Vaca Roxa se multiplicam.

Não importa que você tenha tenha desenvolvido uma nova apólice de seguros, gravado um disco que tenha estourado nas paradas ou escrito um livro revolucionário que tenha virado best-seller: o dinheiro, prestígio, poder e satisfação que se seguem são extraordinários. Em troca de ter aceitado o risco – o risco do fracasso, do ridículo ou de outros sonhos não realizados – o criador da Vaca Roxa recebe um bônus gigantesco quando ele consegue acertar.”

Sua empresa é invisível? Faça o inusitado. Ou, pelo menos, leia este inusitado livro. Já é um bom começo :^)

Não tenho tempo para escrever um blog

Posted by – 22 de janeiro de 2009

Essa é a afirmação que escuto ao sugerir que alguém (ou alguma empresa) tome a iniciativa de escrever um blog. Mas será que o tempo é, realmente, o gargalo, o obstáculo (real e verdadeiro) a ser superado? Será que, neste mundo caótico (e cada vez mais midiático) as pessoas estão perdendo (cada vez mais) seu precioso tempo para escrever, e a troco de de quê?

Vejamos alguns números: segundo o Ibope, nada mais nada menos que 53% dos usuários brasileiros participam de redes sociais (Orkut, Facebook, …); 40% mantém suas próprias páginas nessas redes; 18% acessam blogs (número este em rápida expansão) e 7% possui o seu próprio blog. Empresas e marcas, por outro lado, estão cada vez mais atentas a estas tendências, e estão interessadíssimas no conteúdo que é gerado por estes usuários. E isso não ocorre por acaso; o interesse se dá (obviamente) por tentar enxergar, ou descobrir, um maneira de utilizar essas (e outras) redes sociais para futuras ações de marketing (a Tecnica, por exemplo, já vende uma parcela significativa de seus empreendimentos apenas blogando sobre eles).

Concordo que manter um blog (atualizado) é uma tarefa “a mais” para o seu dia-a-dia; blogar exige disciplina e dedicação.

Mas, há inúmeras vantagens no processo de se manter um (bom) blog.

Cultivar um bom blog é como cultivar (boas) relações humanas. Através de um blog, podemos saber o que se passa na cabeça de uma pessoa, quais são suas idéias, seus ideais (o mesmo vale para empresas) e, ao invés de falar com alguns amigos, você pode COMPARTILHAR seus gostos, preferências e admirações com centenas (ou milhares) de pessoas que têm (certamente) afinidades e interesses semelhantes aos seus.

O interesse pela blogosfera também já conquistou, além de pessoas e empresas, a classe política. Veja o exemplo do recém-eleito (e atual) presidente dos EUA, Barack Obama. Logo no seu primeiro dia de governo, ele inaugura o novo site da Casa Branca (um dos mais acessados do mundo) e inicia, em caráter inédito um blog! Sim, no ar o blog da Casa Branca.

E a lista não pára por aí. Atletas, cientistas, escritores e atores (só para exemplificar) estão cada vez mais plugados, e lançam mão da ferramenta mais prática, rápida e eficaz que existe para (tentar) compartilhar conteúdo e afinidades com outras pessoas.

Convenhamos… se até a Juliana Paes tem um blog… Bem, você também pode (e deve) ter um; afinal de contas, ela, você, eu… ou próprio presidente dos EUA – todos nós – temos as mesmas 24 horas do dia para fazer tudo o que desejamos.

Faça história. Escreva um blog:^)

The Geek Girls, ou as lagartixas da web

Posted by – 19 de janeiro de 2009

Uma notícia bem humorada sobre as relações das mulheres com a rede de computadores. Aqui na Itália e na Inglaterra elas são chamadas Geek Girls, em português, Meninas Lagartixas. Isso porque elas se sentem atraídas pela rede, assim como as lagartixas se sentem atraídas pelas paredes… Na verdade, trata-se de um movimento silencioso onde todas estão empenhadas em lutar contra aquele preconceito cristalizado de que as mulheres são incapazes de saber para que serve um modem.

Não, as mulheres não têm inveja do modem! Na web, elas estão mais preocupadas em facilitar as próprias vidas: pagam contas, compram passagens aéreas e encomendam a compra do mês, além de manter contato com filhos, professores dos filhos, namorados etc..

Isso significa que a web está ajudando as mulheres a economizar tempo e não é por acaso que o interesse delas pela internet tenha aumentado o dobro do quanto se sabia pouco tempo atrás (os dados aqui na Itália é de que em 2003, as webnavegantes superavam os 30%. Hoje passaram de 45%. Entre as moçoilas na faixa dos 25 anos, a percentagem, comparada aos homens, hoje já é de 50% para cada um).

Por outro lado, as mulheres estão começando a gerenciar empresas ligadas à informática, promovendo a tecnologia, com encontros e espetáculos para os profanos da web. Outras, já projetam servidores e redes wireless, e as especialistas em eletrônica já chegam aos de 10%.

Sabe-se que na Google existe uma quota-rosa, isto é, um percentual mínimo de contratações de mulheres. A brincadeira que corre nos corredores da empresa é que essa quota de 25% não é para as vagas de faxineiras!!!!!!!! Brincadeiras de mau gosto à parte, o fato é que a web imita a vida e as mulheres, por adorarem falar, são presença garantida nos blogs e nas redes sociais.

Aliás, essa característica é que faz com que donas de casa apaixonadas por fotografia, foodbloggers e empresárias iniciem novas amizades e, depois, marquem um almoço ou um jantar para se conhecerem pessoalmente. Nesses encontros, o comparecimento das lagartixas é garantido!

Enquanto os homens discutem via web sobre quem tem o melhor processador, as mulheres fazem da rede uma rede: uma oportunidade para saber mais, conhecer pessoas, organizar a vida e, quem sabe, achar um trabalho melhor.

Quando insistir e quando desistir

Posted by – 13 de janeiro de 2009

o-melhor-do-mundo

Ano novo. E todo início de ano que se preza demanda sonhos, planejamento e luta para conquistar nossos objetivos. E, muito do que queremos não está ao nosso alcance.

Então, como obter o que desejamos? Devemos (realmente) nos esforçar mais, e continuar a insistir? Fazer mais esforço traz mais resultados?

Na opinião do respeitado Seth Godin, nem sempre…

Autor de vários livros de sucesso (A vaca roxa, O futuro não é mais o mesmo, A grande mudança, O melhor do mundo, dentre outros), Seth acredita que o que diferencia uma pessoa extremamente bem-sucedida da maioria é a habilidade de escapar o mais rápido possível das situações sem futuro e de se manter concentrada e motivada quando realmente importa, ou seja, diante de um vão (explico logo abaixo).

Segundo Seth, os vencedores desistem com frequencia (sem trema) e sem nenhuma culpa – até se comprometerem em lutar contra o deságio certo pelas razões certas. Na verdade, eles entendem que, quanto maior a barreira, maior a recompensa por superá-la.

Deixarei que ele mesmo fale, por si:

“Logo que você começa alguma atividade, tudo parece divertido. Você acha interessante e recebe um bom feedback das pessoas à sua volta.

Nos dias e semanas seguintes, o aprendizado rápido faz com que você continue indo em frente. Não importa o que seja essa atividade, é fácil se manter interessado nela.

E aí começa o Vão.

O Vão é a longa e cansativa caminhada entre o início e a maestria. Um momento de avanço lento que – por mais contraditório que pareça – é um atalho, porque leva você para onde ir mais rapidamente do que qualquer outro caminho.

O Vão é o que distingue a sorte de principiante de uma realização real.”

Sendo assim, em 2009, pense bem onde você concentrará seus esforços, seu suor e quais serão os frutos do seu trabalho (se é que eles lhe darão frutos). Se valer a pena, siga em frente, e trabalhe duro para se superar, e ir adiante (ou seja, ir além do Vão). Caso contrário, desista, sem dó nem piedade.

O livro é ótimo. Recomendo a leitura!

OBS: pessoas bem-sucedidas não sobrevivem simplesmente ao vão. Não é apenas uma questão de trabalho duro e superação. Elas se lançam ao vão. Movem-se com determinação, mudando as regras à medida que avançam.