
Imperdível a entrevista de Hugh MacLeod (considerado o gura da web 2.0) – ao Meio & Mensagem desta semana (16.02.09).
Na virada do século, Hugh trabalhava junto à uma agência de publicidade (uma bem grande, e bem famosa) e, quando a propaganda mudou (nas palavras dele), ele fez o mesmo: deixou o emprego e tornou-se, em pouco tempo, referência para no mundo web. Estrategista de marketing, consultor de marcas famosas, como Dell e Microsoft, e autor do blog www.gapinvoid.com, Hugh parte da premissa de que na vida o que importa são as pessoas e não os objetos, esses apenas moléculas necessárias para a socialização.
Logo abaixo, alguns destaques da entrevista:
A transição
“Tive sorte de descobrir cedo qual era o potencial da internet e criar meu blog quando tudo ainda era visto como tendência e com certa desconfiança. Também tive a felicidade de trabalhar com os pioneiros da blogosfera, ou seja, os que nutriam interesse genuíno pelo novo meio.”
A publicidade tradicional
“O que vejo é que às vezes a publicidade faz com que as pessoas se sintam mais estúpidas do que são. É feita de maneira passiva e limitadora. (…). É preciso ir além da abordagem careta e ultrapassada de chegar e dizer: “Olá, meu nome é Hugo, tenho 43 anos, sou cartunista e ganho US$ 3 mil”. Ninguém se comunica dessa forma. (…) Esse é o segredo da web 2.0: tornar natural e intimista o relacionamento entre marcas e pessoas. As relações podem – e devem – ser reais e mundanas para que o consumidor não se sinta diminuído.”
O futuro do marketing
“Para mim, o segredo nada mais é do que contar histórias, coisas da vida. Aproximar a comunicação ao máximo da realidade e do cotidiano dos indivíduos é fundamental para acabar com a superficialidade. (…) No fim, o que importa mesmo é socializar.”
Blogs
“Blogs devem prezar pela simplicidade. E, por serem canais baratos, fáceis e de alcance global, pemitem experiências e comunicação baratas, simples e globais. Esses endereços são uma ótima maneira de fazer as coisas acontecerem indiretamente.”
A crise financeira e a expansão das mídias digitais
“As pessoas não tem mais dinheiro para investir em mídias caras. Com a crise, as diversas mídias tendem a competir menos entre elas, uma vez que o anunciante não vai mais gastar rios de dinheiro para se comunicar. Nesse caso, portanto, os canais digitais tendem a se sobressair por disponibilizarem mais espaço a custos muito menores.”
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