Month: fevereiro 2009

As pessoas é que importam, os objetos não

Posted by – 20 de fevereiro de 2009

hug-macleod

Imperdível a entrevista de Hugh MacLeod (considerado o gura da web 2.0) – ao Meio & Mensagem desta semana (16.02.09).

Na virada do século, Hugh trabalhava junto à uma agência de publicidade (uma bem grande, e bem famosa) e, quando a propaganda mudou (nas palavras dele), ele fez o mesmo: deixou o emprego e tornou-se, em pouco tempo, referência para no mundo web. Estrategista de marketing, consultor de marcas famosas, como Dell e Microsoft, e autor do blog www.gapinvoid.com, Hugh parte da premissa de que na vida o que importa são as pessoas e não os objetos, esses apenas moléculas necessárias para a socialização.

Logo abaixo, alguns destaques da entrevista:

A transição
“Tive sorte de descobrir cedo qual era o potencial da internet e criar meu blog quando tudo ainda era visto como tendência e com certa desconfiança. Também tive a felicidade de trabalhar com os pioneiros da blogosfera, ou seja, os que nutriam interesse genuíno pelo novo meio.”

A publicidade tradicional
“O que vejo é que às vezes a publicidade faz com que as pessoas se sintam mais estúpidas do que são. É feita de maneira passiva e limitadora. (…). É preciso ir além da abordagem careta e ultrapassada de chegar e dizer: “Olá, meu nome é Hugo, tenho 43 anos, sou cartunista e ganho US$ 3 mil”. Ninguém se comunica dessa forma. (…) Esse é o segredo da web 2.0: tornar natural e intimista o relacionamento entre marcas e pessoas. As relações podem – e devem – ser reais e mundanas para que o consumidor não se sinta diminuído.”

O futuro do marketing
“Para mim, o segredo nada mais é do que contar histórias, coisas da vida. Aproximar a comunicação ao máximo da realidade e do cotidiano dos indivíduos é fundamental para acabar com a superficialidade. (…) No fim, o que importa mesmo é socializar.”

Blogs
“Blogs devem prezar pela simplicidade. E, por serem canais baratos, fáceis e de alcance global, pemitem experiências e comunicação baratas, simples e globais. Esses endereços são uma ótima maneira de fazer as coisas acontecerem indiretamente.”

A crise financeira e a expansão das mídias digitais
“As pessoas não tem mais dinheiro para investir em mídias caras. Com a crise, as diversas mídias tendem a competir menos entre elas, uma vez que o anunciante não vai mais gastar rios de dinheiro para se comunicar. Nesse caso, portanto, os canais digitais tendem a se sobressair por disponibilizarem mais espaço a custos muito menores.”

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Para trair e coçar é só teclar!

Posted by – 1 de fevereiro de 2009

trair-e-cocar

Tenho lido muito sobre redes sociais por razão do ofício, por incentivo e por curiosidade. Não participo do Facebook, nem do Orkut, mas por todos os lados ouço histórias sobre brigas fenomenais, casamentos e namoros desfeitos, tudo por que uma relação teoricamente virtual pode ter a força de um furacão na vida das pessoas. Ouvi dizer até que, um marido descoberto, contratou um hacker para acabar com suas pegadas na rede!

Ok, as redes sociais são uma espécie de grande praça onde as pessoas se encontram, se conhecem e, de alguma forma, tentam colaborar. Pensando na realidade brasileira, sabemos que não podemos frequentar esses espaços públicos, pois eles não são mais públicos. A alternativa são os shoppings que, de tão afolados, não propiciam interação.

Porém, as redes sociais são as novas praças. Se você está sozinho no mundo, se sua vida não é o que imaginava deveria ser, é claro que você pode se tornar o personagem que quiser numa praça virtual. Então é fácil encontrar outras pessoas na mesma circunstância e, daí, partirem para um encontro real.

O que deveria ser uma espécie de colaboração entre amigos pode virar justa causa para separações. Como o adultério não é mais crime, nem no mais católico dos países, restam os danos morais de quem foi substituído. Mas a rede, desculpem, é só o meio. Se ela ainda não existisse seria o trabalho, as horas de almoço, as academias, enfim, qualquer lugar onde a pessoa pudesse colocar em movimento sua imensa necessidade de projeção. Freud explica!

O Facebook e o Orkut podem acabar com a vida sentimental de quem já não tem vida sentimental há muito tempo e está procurando uma forma de enfrentar isso sem dor. Como essa opção não existe, os americanos, sempre práticos, embora aceitem como prova de traição um e-mail entre um casal que nunca se encontrou pessoalmente, está resolvendo o assunto com um novo protótipo de rede social, cujo slogan poderia ser Trair e coçar basta teclar. Garantindo traições virtuais sem vestígios, uma certa rede já possui 3 milhões de inscritos, e com apenas 49 dólares (!!!!!!!!!!), é possível salvar um casamento traindo com segurança!!!!!!

Não terá chegado a hora de conhecer mais sobre nós mesmos, aproveitando as oportunidades que as redes nos proporcionam para aprender algo sobre verdade, honestidade, por exemplo? Seja sincero: quantas vezes uma rede social colocou sua relação real em jogo? Foi a REDE ou VOCÊ que deu oportunidade a isso?