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Facefocas

Posted by – 1 de março de 2009

fofoca

Esta semana li uma notícia sobre as redes sociais que me fez pensar no ser humano. Trata-se da história da jovem secretária que foi demitida porque escreveu em sua página do Facebook que seu trabalho era chato. A empresa alegou como justa causa da demissão o fato de que ter uma funcionária que não vestia a camisa não lhes interessava, pois esse tipo de atitude diminuía sua credibilidade no mercado.

Facebook é a rede social mais difusa no mundo. Fundada em 2004, possui 175 milhões de usuários que a utilizam para trocar mensagens, publicar fotos e comentários. O caso da secretária inglesa não foi o primeiro. Em janeiro alguns empregados da loja Marks&Spencer publicaram uma mensagem onde diziam que os clientes da loja eram idiotas; meses antes, a famosa companhia British Airways dispensou funcionários que declararam que alguns passageiros eram mal cheirosos e desagradáveis. Outra companhia aérea, a Virgin Atlantic, fez o mesmo quando comissários de bordo descreveram os clientes como perfeitos cafonas.

Como já dissemos, as redes sociais podem ser uma bênção ou uma pena. Não é porque todo o processo é traiçoeiro. É que a rede repete o próprio homem em seus comportamentos. Embora estejamos falando de uma ferramenta que conta com mais de uma centena de milhão de pessoas, os processos acontecem como se estivéssemos um uma praça de uma pequena cidade. Uma fofoquinha sem grandes pretensões, na web, torna-se uma bomba.

Não se trata de censura da liberdade de expressão. Todo mundo faz fofoca e adora ouvir uma. Mas é preciso saber que esse tipo de atitude pode causar consequências terríveis.

Mais uma vez, é a rede que nos faz olhar para o espelho. Somos seres sociais e embora possa ser verdade tudo o que foi dito pelos funcionários, para vivermos em sociedade precisamos respeitar alguns códigos. Por mais que algo seja verdadeiro, existem certas coisas que não devem ser feitas e ditas, sob pena de criar circunstâncias muitas vezes irreversíveis, não só no mundo do trabalho, mas também nas relações que mais apreciamos. Chamem isso de educação, bom senso, saber fazer as coisas. Mas tudo se resume em discernimento. E isso é algo que se aprende desde pequeno, habilidade que nos servirá por toda a vida. Para o nosso bem.

Para trair e coçar é só teclar!

Posted by – 1 de fevereiro de 2009

trair-e-cocar

Tenho lido muito sobre redes sociais por razão do ofício, por incentivo e por curiosidade. Não participo do Facebook, nem do Orkut, mas por todos os lados ouço histórias sobre brigas fenomenais, casamentos e namoros desfeitos, tudo por que uma relação teoricamente virtual pode ter a força de um furacão na vida das pessoas. Ouvi dizer até que, um marido descoberto, contratou um hacker para acabar com suas pegadas na rede!

Ok, as redes sociais são uma espécie de grande praça onde as pessoas se encontram, se conhecem e, de alguma forma, tentam colaborar. Pensando na realidade brasileira, sabemos que não podemos frequentar esses espaços públicos, pois eles não são mais públicos. A alternativa são os shoppings que, de tão afolados, não propiciam interação.

Porém, as redes sociais são as novas praças. Se você está sozinho no mundo, se sua vida não é o que imaginava deveria ser, é claro que você pode se tornar o personagem que quiser numa praça virtual. Então é fácil encontrar outras pessoas na mesma circunstância e, daí, partirem para um encontro real.

O que deveria ser uma espécie de colaboração entre amigos pode virar justa causa para separações. Como o adultério não é mais crime, nem no mais católico dos países, restam os danos morais de quem foi substituído. Mas a rede, desculpem, é só o meio. Se ela ainda não existisse seria o trabalho, as horas de almoço, as academias, enfim, qualquer lugar onde a pessoa pudesse colocar em movimento sua imensa necessidade de projeção. Freud explica!

O Facebook e o Orkut podem acabar com a vida sentimental de quem já não tem vida sentimental há muito tempo e está procurando uma forma de enfrentar isso sem dor. Como essa opção não existe, os americanos, sempre práticos, embora aceitem como prova de traição um e-mail entre um casal que nunca se encontrou pessoalmente, está resolvendo o assunto com um novo protótipo de rede social, cujo slogan poderia ser Trair e coçar basta teclar. Garantindo traições virtuais sem vestígios, uma certa rede já possui 3 milhões de inscritos, e com apenas 49 dólares (!!!!!!!!!!), é possível salvar um casamento traindo com segurança!!!!!!

Não terá chegado a hora de conhecer mais sobre nós mesmos, aproveitando as oportunidades que as redes nos proporcionam para aprender algo sobre verdade, honestidade, por exemplo? Seja sincero: quantas vezes uma rede social colocou sua relação real em jogo? Foi a REDE ou VOCÊ que deu oportunidade a isso?

The Geek Girls, ou as lagartixas da web

Posted by – 19 de janeiro de 2009

Uma notícia bem humorada sobre as relações das mulheres com a rede de computadores. Aqui na Itália e na Inglaterra elas são chamadas Geek Girls, em português, Meninas Lagartixas. Isso porque elas se sentem atraídas pela rede, assim como as lagartixas se sentem atraídas pelas paredes… Na verdade, trata-se de um movimento silencioso onde todas estão empenhadas em lutar contra aquele preconceito cristalizado de que as mulheres são incapazes de saber para que serve um modem.

Não, as mulheres não têm inveja do modem! Na web, elas estão mais preocupadas em facilitar as próprias vidas: pagam contas, compram passagens aéreas e encomendam a compra do mês, além de manter contato com filhos, professores dos filhos, namorados etc..

Isso significa que a web está ajudando as mulheres a economizar tempo e não é por acaso que o interesse delas pela internet tenha aumentado o dobro do quanto se sabia pouco tempo atrás (os dados aqui na Itália é de que em 2003, as webnavegantes superavam os 30%. Hoje passaram de 45%. Entre as moçoilas na faixa dos 25 anos, a percentagem, comparada aos homens, hoje já é de 50% para cada um).

Por outro lado, as mulheres estão começando a gerenciar empresas ligadas à informática, promovendo a tecnologia, com encontros e espetáculos para os profanos da web. Outras, já projetam servidores e redes wireless, e as especialistas em eletrônica já chegam aos de 10%.

Sabe-se que na Google existe uma quota-rosa, isto é, um percentual mínimo de contratações de mulheres. A brincadeira que corre nos corredores da empresa é que essa quota de 25% não é para as vagas de faxineiras!!!!!!!! Brincadeiras de mau gosto à parte, o fato é que a web imita a vida e as mulheres, por adorarem falar, são presença garantida nos blogs e nas redes sociais.

Aliás, essa característica é que faz com que donas de casa apaixonadas por fotografia, foodbloggers e empresárias iniciem novas amizades e, depois, marquem um almoço ou um jantar para se conhecerem pessoalmente. Nesses encontros, o comparecimento das lagartixas é garantido!

Enquanto os homens discutem via web sobre quem tem o melhor processador, as mulheres fazem da rede uma rede: uma oportunidade para saber mais, conhecer pessoas, organizar a vida e, quem sabe, achar um trabalho melhor.

Assim caminha a humanidade na Web

Posted by – 29 de dezembro de 2008

1. Semana passada li duas notícias sobre o mundo da comunicação na web. Uma delas, para mim, representa a ponta de um iceberg e fala de nós mesmos como sociedade. Trata-se de uma pesquisa realizada nos EUA sobre a forma como os jovens se expuseram online neste ano de 2008: 22% deles já se expuseram nus ou seminus na internet.

O estudo ouviu 1280 adolescentes (idade entre 20 e 26 anos) sobre seus hábitos sexuais relacionados à tecnologia. As meninas saem na frente quando a iniciativa é mandar fotos nuas ou semi-nuas pela net, seguidas pelos meninos que perdem apenas por 4 pontos percentuais. Quanto às mensagens sensuais para namorados ou conhecidos da rede por meio de e-mails e sms elas são ainda mais freqüentes… Longe de querer ser moralista, isso explica um pouco a grande dificuldade de se se construir relacionamentos em todos os níveis…

2. A outra notícia é que talvez a TV já deve estar trabalhando no sentido de encontrar novas formas para manter seu público, já que a internet lhe roubou uma grande fatia de expectadores. Agora a coisa pode ficar pior ainda com o advento das web-séries. Um dos exemplos você pode conferir no http://msn.copieecole.com.br, que apresenta um seriado chamado Control C Control V, lançado em novembro e já é visto por meio milhão de usuários. A surpresa é que o roteiro das webnovelas se baseiam em conversas gravadas no MSN e enviadas pelos próprios usuários. Se quiser conhecer o site, ele disponibiliza uma fotinho do “autor” do diálogo, ao lado de seu texto editado, além do vídeo.

Como o Brasil possui a maior comunidade de MSN, com 41 milhões de pessoas, estima-se que daqui a pouco o país ultrapassará os números divulgados nos EUA, onde 1/5 da audiência das séries de TV a cabo já está migrando para a Internet.

Obviamente a idéia não é inusitada e se inspira na websérie americana denominada IntheMotherhood (Maternidade), novelinha feita para mães, escrita por mães e tem histórias sobre mães. As atrizes são famosas da telinha americana, incluindo Jenny McCarthy, esposa de Jim Carry (O Máscara), que tem sido uma mãe muito dedicada após ter descoberto que seu filho era autista. A novela já está na terceira temporada e conta 15 milhões de netexpectadores.

Bruno Rodrigues, um pioneiro em webwriting

Posted by – 15 de dezembro de 2008

Na semana passada tive a oportunidade de conversar com Bruno Rodrigues, o pioneiro de webwriting no Brasil. Nosso bate-papo nos fez voltar ao ano de 1995, quando iniciou seu percurso como pesquisador das técnicas de linguagem para sites, época em que ele ainda se dividia entre as atividades de redator publicitário, jornalista e assessor de imprensa. A partir de então, Bruno passou a ser referência para os profissionais da área da informática, comunicação e marketing. Foi ele o primeiro a perceber que o usuário da internet era mais exigente do que se poderia esperar.

Nos primórdios da rede, ele e sua esposa começaram a se interessar sobre como os textos em sites deveriam ser escritos. Mas a curiosidade não se limitava às pesquisas em sedes estrangeiras, pois Bruno passou a participar de grupos de discussão sobre o tema. Nasciam ali as primeiras dicas sobre como escrever na web. Esse fato lhe pareceu singular, pois todos estavam apenas começando. Contudo, já pensavam as novas formas de linguagem.

O que era apenas um interesse pessoal, mais tarde lhe renderia frutos. A Petrobras procurava um especialista que pudesse gerenciar a reformulação do conteúdo de seu site. O nome de Bruno foi sugerido e ele foi contratado para o trabalho pelo período de 5-6 meses. Tornou-se um arquiteto da informação e até hoje presta serviços àquela empresa.

Com tanta experiência e pesquisas acumuladas, e sem conhecer algum profissional na mesma área, a idéia de escrever um livro foi conseqüência natural. Em 2000 publicou a primeira obra em língua portuguesa, e a terceira no mundo sobre redação e informação para web. Tornar-se colunista da revista WebWorld foi o passo seguinte (atualmente ele escreve para a Webinsider). O reconhecimento pelo conjunto de seu trabalho veio com a inserção do verbete webwriting, no famoso Dicionário de Comunicação de Carlos Rabaça e Gustavo Barbosa.

Jornalismo x Webwriting
Indaguei sobre a resistência das pessoas, especialmente os profissionais do jornalismo, em relação à nova técnica de comunicação na web. Bruno me explicou que “jornalismo é apuração; redação é a conseqüência da apuração”. E acrescentou: “webwriting é gestão da informação e, assim, um experto em webwriting deverá ser capaz de disponibilizá-la entre as várias camadas de um site. Para um webwriter, o ponto principal é a persuasão e isso o que faz com que o usuário continue a navegação. A redação faz parte desse raciocínio”.

O especialista esclareceu que embora a redação seja imprescindível para o jornalismo, webwriting é uma atividade mais natural para profissionais de letras ou biblioteconomia, porque eles sabem lidar com o texto, além de gerenciar a informação – que não é só o texto – mas inclui áudio, vídeo, ícones, flashes etc.. E concluiu, “o redator é amante da frase, do estilo; o redator digital é amante da palavra”.

Um dos assuntos tratados em seu livro (Webwriting, Redação & Informação para a web, ed. Brasport) é a navegabilidade. Uma das principais funções do redator web é agir como guia de turismo dos sites. O trabalho do redator é sugerir, apontar, e até recomendar outros sites que possam expandir uma informação. Contudo, uma das diferenças entre as redes na língua inglesa e portuguesa, é que todo o tipo de informação pode ser acessada na primeira língua, como se não houvesse receio de compartilhar conhecimento. No Brasil, temas de importância ainda parecem ser de acesso restrito, não confiável.

Conteúdo como produto
Bruno ponderou que a tradição inglesa e francesa é expandir informação. Além disso, a seu ver, americanos são, por natureza, empreendedores. “Mídia digital é inovação e, assim, é preciso ter coragem para abrir caminhos nessa área. Daí a relutância do brasileiro em dar o primeiro passo nesse sentido. Em geral, as pessoas ficam esperando para ver o que vai acontecer”.

Com tantas novas possibilidades, o usuário foi se tornando cada vez mais exigente. E, segundo o especialista, é ele o responsável pelas mudanças na web. “Quem estava por trás dos sites passou a ouvi-los através das áreas – Fale conosco. As sugestões, reclamações é que foram direcionando o que hoje visualizamos em termos de conteúdo na rede. Daí a razão por que grandes empresas como Ponto Frio, Americanas etc. passaram a comprar conteúdo para seus sites, pois precisavam de profissionais que estivessem familiarizados com esse universo”.

Uma pergunta que sempre está no ar é se a web substituirá as mídias impressas. Bruno lembrou que neste momento há uma aura de crise, o que fez com que as pessoas passassem a pensar muito em custos. Isso explicaria o fato do fechamento de algumas revistas no seu formato convencional, mas que mantiveram seu conteúdo na web, alocando os profissionais de suas redações.

“Se compararmos os preços absurdos de uma gráfica e aqueles de manutenção de um site, entenderemos porque até revistas de endo-marketing deixaram de ser impressas e passaram a estar disponíveis nos sites intranet das empresas. Essas modificações representam que é preciso abrir o olho para as possibilidades que essa nova onda pode nos oferecer”.

Apesar dessa realidade, Bruno nada contra a corrente dos céticos que vivem alardeando que mídias impressas estão com os dias contados e diz que há uma diferença básica entre o conteúdo online e o conteúdo impresso. “O primeiro deve ser fragmentado; o segundo, pode e deve ser mais aprofundado. Por isso, a tendência é que coexistam sempre”. E acrescenta: “em 2008 o jornalismo online já experimentou de tudo: blogs, pod casts, microblogs etc.. A grande pergunta é, para onde vamos a partir de agora?”.

Personal web publisher
O especialista finalizou nosso bate-papo profetizando o surgimento de um novo tipo de profissional, ao qual ele chamou de personal web publisher: “seria um profissional com anos de janela no jornalismo, portanto, acostumado a escolher conteúdos relevantes, mas também com capacidade para entender a web e saber o que determinado público precisa”.

Antigamente, os profetas liam as estrelas. Bruno Rodrigues lê as redes.

Luz e sombra dos BLOGS

Posted by – 12 de dezembro de 2008

Hoje escrevo-lhes traduzindo uma notícia interessante publicada no inserto de Ciência&Tecnologia do jornal italiano La Stampa. Peço desculpas desde já pelo tamanho do texto, mas achei tão importante, que não poderia deixar de compartilhar o assunto em nossa língua. Vamos lá!

“Se até o magnata da mídia Rupert Murdoch percebeu os Blogs e requisitou aos diretores de suas empresas para pensar a Web e experimentar os bloggers para integrar a cobertura das notícias, significa que, desde 1997, quando alguns seguidores da Linux idealizaram uma nova forma de comunicação na rede, os weblogs (depois abreviados para blogs) fizeram muita estrada. Desde então o ritmo de crescimento foi impressionante. Das poucas dezenas de milhares do início aos 4 milhões em 2004. Depois, a decolagem: 20 milhões em 2005, 70 milhões em 2007, até a estimativa de 133 milhões no mundo, publicada na relação do Estado da Blogosfera 2008 e difundido pela Technorati, o maior motor de busca do setor.

Para monitorar essa invasão, Technorati operou de duas maneiras: quantitativamente, verificando o próprio banco de dados e, qualitativamente, efetuando uma pesquisa entre os blogueiros de sessenta países. A pergunta inicial era: quem são os bloggers? A maioria são homens (66%). 50% deles possuem idade entre 18 e 34 anos e provalentemente são norte-americanos (43%), seguidos pelos europeus (27%) e asiáticos (13%). Usam o inglês (72%), com exceção da Europa, onde são usadas 34 línguas. E na escolha do tipo de blog se subdividem entre blogs pessoais e profissionais e, entre os assuntos, a coisa se divide entre tecnologia (46%), política (35%), música (31%) e cinema (30%).

Mas por que existem? Technorati indica uma razão: o desejo de encontrar novas oportunidades. Se espera aumentar a própria visibilidade na rede em relação ao próprio ambiente (para aqueles que o fazem por hobby), e entre os profissionais se busca ascenção no próprio setor de referência. Entre as motivações se impõe, na verdade, a satisfação pessoal (75%), mas também o divertimento parece agir como mola (54%), sem desdenhar porém as eventuais possibilidades de tirar do blog algum proveito econômico (42%), por meio de publicidade.

Os blogs são um fenômeno enraizado e os observadores concordam na consideração da força do boca-a-boca telemático como garantia de longa duração. Nos EUA, os freqüentadores (77 milhões) superam MySpace (75 milhões). E, por outro lado, segundo a Universal MacCam, 77% dos usuários ativos na Internet lê habitualmente ao menos um blog.

Mas a progressão revela um outro aspecto: fazer um blog é rápido e está na moda. Mantê-lo é um outro assunto. Somente um milhão de blogs são atualizados pelo menos uma vez por semana e caem para 900 mil (entre os 133 milhões), aqueles atualizados a cada 24 horas. Assim, a – blogosfera ativa – teria uma drástica redução tout court .

E mesmo esta blogosfera ativa não está ilesa de pontos fracos. Fora as acusações de diletantismo online, e narcisismo digital, ataques mais circunstanciais atingem a última evolução do fenômeno: é aquela que transforma a auto publicação em citizen journalism. Graças às câmeras fotográficas digitais e aos celulares, milhares de usuários se tornam repórteres por meio dos blogs (ou colaboram com os sites de informações como OhmyNews), produzindo grandes quantidades de notícias em tempo real.

O lado obscuro está representado pela desinformação e pela falta de responsabilização, como aconteceu com a falsa notícia de Steve Jobs que teria sido vítima de um enfarte: veiculada no site Citizen Journalism iReport, prejudicou gravemente a Apple que, antes que a notícia fosse desmentida, sofreu um golpe na Bolsa”.

Caros, o que precisamos ter em mente é que blogs são feitos por pessoas e pessoas são assim, muitas vezes inconseqüentes e sem valores. Isso é humano e se repete na história. Agora é o tempo da verdade, da transparência. O que permanecerá e será respeitado na rede, seja através de blogs ou o que mais vier, não poderá fugir desse perfil. Os demais estarão fadados a desaparecer, assim como apareceram: muito rapidamente!

Dicas para implementar uma rede social

Posted by – 11 de dezembro de 2008

Esta é uma resposta à solicitação de Greencard conseqüente ao post – A força das redes sociais. O leitor solicitava informações sobre o tema em outra língua. Fiz uma breve pesquisa no Google, usando as palavras – social media corporate blogs. Encontrei várias informações, e escolhi um vídeo que me pareceu bastante interessante.

Para treinar os ouvidos e o inglês, ouça Jeremiah Owyang, especialista em mídias corporativas e proprietário da empresa PodTech. No vídeo, uma entrevista, ele explica o que absorver da blogosfera, como participar de conversas e construir uma comunidade, usando-a como instrumento de sucesso. Responde também perguntas de bloggers sobre a importância de estabelecer credibilidade usando a rede social. Ele encerra dizendo que blogs se tornarão tão onipresentes (estarão em toda a parte) como o Google…

Espero que possa acrescentar algo a todos.

Assistam, leiam:
How to Implement a Corporate Social Media Strategy

Advinha quem vem para escrever?

Posted by – 4 de dezembro de 2008

Apesar de minha resistência inicial, resolvi ter meu próprio Blog. Embora a cada semana seja um prazer escrever e compartilhar conhecimento sobre um tema de meu interesse profissional, uma de minhas preocupações era o compromisso de fazer ao menos um post por semana. Como a neurose acompanha as pessoas demasiado responsáveis, fui mais adiante em meus pensamentos: mas, e quando eu estiver em férias? E se eu adoecer? Como vou escrever?

Foi aí que descobri a figura do guest blogger, o redator convidado de um Blog. Além do nome pomposo que já imaginamos com destaque na tela do computador, descobri que ele não só pode substituir um post da semana, como dialogar com o próprio blogueiro titular e seus leitores, enriquecendo a experiência da leitura.

Na verdade, seu papel é mesmo o de ator convidado, aquele personagem que tem um papel menor, mas não menos importante, sendo destacado dos demais por seu saber ou notoriedade, aparecendo em determinada cena para abrilhantar o contexto. É isso mesmo o que um guest blogger faz.

Do ponto de vista prático, todos ganham com a iniciativa: o leitor, o Blog e o redator convidado. Se ele tem seu próprio Blog, cujo tema é semelhante, pode estar se expondo para um público que jamais alcançaria sem essa oportunidade. Além disso, poderá convidar os visitantes para conhecer seu Blog, o que resultará no aumento de sua visitação.

O anfitrião também tem suas vantagens. Confiando um post para um convidado, o redator principal pode aproveitar a pausa para incrementar suas próprias idéias, beneficiando-se do oxigênio fornecido por seu convidado. Além disso, o titular revela algo de si aos leitores fiéis: escrever em um blog não é uma atividade narcisista nem exclusiva: um Blog é apenas um veículo de comunicação. Esta, deve alcançar seu objetivo, ou seja, difundir o maior número de conteúdos relevantes possível.

O leitor, a meu ver, é quem mais ganha. Por mais admirável que um redator possa ser, poder ter um ponto de vista diferente sobre determinado assunto é sempre interessante e instigante. Afinal, o conhecimento é a única coisa neste mundo que não nos pode ser tirada!

P.S.: Convido-os a conhecer meu Blog, cujo avô se chama TotalMedia: http://decasocomamedicina.wordpress.com/

Blogs: a força das redes sociais

Posted by – 2 de dezembro de 2008

Caros, nada será como antes, ou tudo que vocês têm visto até agora não se compara àquilo que ainda verão. Esse parece ser o lema que norteia o poder das redes sociais que, para além dos Orkuts da vida, estão revolucionando o mundo da comunicação via internet.

O que explicaria a existência de 133 milhões de Blogs na rede, e o assombroso número de 900 mil posts diários? Provavelmente a sensação de que não estamos sozinhos neste mundo em nossos relacionamentos afetivos e profissionais e, assim, podemos compartilhar idéias e ideais com pessoas que têm os nossos mesmos gostos e interesses.

Talvez a maior característica de um Blog é que ele não surge com o propósito de divulgar informações irreais, e nada contra a corrente de que o mundo virtual camufla e gera expectativas falsas. Um Blog pode não só revelar algo que se tentou ocultar, como permite esclarecer o que causou determinada crise. É o que já se chamou de boca-a-boca virtual, que pode engrandecer ou afundar alguma iniciativa.

Passada a febre dos sites, hoje cartões de visitas pessoais e empresariais, os Blogs começaram a migrar dos assuntos de interesse geral para o mundo corporativo. Como assim? Bem, o público deseja ter acesso a conteúdos especializados e espera poder interagir com empresas que lhes forneçam determinado produto ou serviço.

A flexibilidade que um Blog permite supera, em muito, os enfadonhos serviços de atendimento ao cliente, sempre impessoais. Poder ter acesso direto aos valores que norteiam uma empresa, não através de uma descrição detalhada de suas metas e fundamentos, mas através de idéias que se renovam, é um poderoso veículo que leva aos clientes transparência e credibilidade (esta, evidenciada pela atenção ao que acontece no mundo e a vontade de fazer parte das mudanças que ele apresenta).

O que justifica o sucesso dos Blogs de empresas como a Livraria Cultura (Blog do Riuston) ou da Tecnisa (que, sem querer, fez de seu Blog um ponto de vendas), é que o usuário de internet sabe que atrás das palavras inseridas a cada semana ou a cada evento, existem realmente pessoas que compartilham o mesmo desejo de interagir. Um post não traz só informações relevantes, ele abre oportunidade de discussão. O mais importante, na verdade, é que um Blog permite que os outros sejam realmente ouvidos (lidos) em suas necessidades.

Existe coisa melhor do que ser entendido?

P.S.: Se você acha que não é capaz de ter conteúdo escrito para um Blog, fale! Conheça este microblog:
http://www.gengibre.com.br/

Escreva na web como se cozinha um peixe, não exagere

Posted by – 20 de outubro de 2008

Se você se julga um bom redator e está pensando em se especializar em textos para a rede, não se esqueça: nesse território, menos é mais!

Em primeiro lugar, esqueça tudo o que aprendeu até hoje. Aquela fórmula piramidal, onde você desenvolvia um determinado raciocínio, direcionando o leitor à conclusão, não funciona! Neste mundo, o fim vem antes do começo e você tem apenas 4 segundos para provar que seu texto vale a pena ser lido.

Isso acontece porque a leitura na web não acontece da mesma forma como se lê um jornal, uma revista. Os olhos funcionam como um radar que detecta determinadas palavras-chave ou fragmentos do texto que dão alguma noção de seu conteúdo. As estatísticas convencem: 79% dos leitores se comportam dessa maneira diante de uma página, e somente 16% lêem palavra por palavra.

A técnica
Dê destaque a palavras chaves por meio de negrito, hipertextos, cores ou fontes diferentes. Ao invés de usar subtítulos criativos, use palavras que possam dar significado ao texto que o segue. Discorra sobre apenas uma idéia em cada parágrafo, pois é possível que o leitor não entenda do que você está falando.

Quanto ao tamanho do texto, tenha em mente que ele deve ser compacto. Para se ter uma idéia, se num texto normal você usaria uma lauda, na net será a metade de uma lauda. Lembre-se de que a conclusão do seu texto deve encabeçar a redação. Os detalhes sobre o assunto, você dará ao leitor no corpo do texto.

Credibilidade
Por último, seu texto deve transmitir credibilidade, que se resume em boa apresentação, boa redação e indicação de outros links que possam acrescentar algo à informação que você está disponibilizando. Para o leitor, isso significa que você também pesquisou outras fontes.

Ah, e esqueça o jargão marqueteiro. Seja simples, limpo e direto. Não exagere!