Category: Design

Grid: construção e desconstrução

Posted by – 23 de dezembro de 2009

Grid: construção e desconstrução
Já há algum tempo, escrevi um post a respeito de grids e seu uso na web. Confesso ser um entusiasta do uso deste conceito (ou princípio) organizador do design gráfico.

O grid oferece precisão, ordem, clareza e fácil acesso às informações, dividindo-as em partes – digamos – manuseáveis. Um verdadeiro fichário visual.

Amado e odiado, eu considero o (controverso) grid parte incontestável do processo de trabalho.

 

Por que utilizar grids na web?

A internet, a adoção dos grids são uma boa maneira de simplficar a navegação e a busca vertiginosa por informações. Além disso, auxiliam na formatação e na construção de uma identidade visual consistente para o seu projeto.

Em sites onde se busca otimizar a experiência do usuário (tema para outro post), os grids são de grande auxílio. Uma bela ferramenta!

Para se aprofundar mais sobre o assunto, sugiro a leitura do livro Grid: construção e desconstrução, de Timothy Samara.

Imperdível:^)

Sites ‘cartão de visita’

Posted by – 10 de dezembro de 2009

appenstein

Na revista W deste mês (dez/09), o VP de interação Patrick McNeil examina sites chamados de ‘cartão de visita’. Ultra compactos e com informações que visam a promoção pessoal, essas páginas eletrônicas são inspiradas nos design de cartões de negócios.

São concisos, vão direto ao ponto, e levíssimos; são verdadeiras landing pages, que  oferecem apenas informações (ou links) são vitais. E nada mais.

Veja os exemplos citados por Patrick (alguns bem interessantes):

http://www.appenstein.com/

http://www.mikegabriel.net/ (estilo rolodex )

http://www.rogieking.com/

http://www.florianpichler.de/#

http://www.kremalicious.com

http://www.gaiacreative.com.br/

Não encontrei nenhum exemplo – digamos – brasileiro:(. Se alguém souber de algum, por favor, entre em contato. Postaremos o link por aqui!

Você já tem o seu site ‘cartão de visita’?

Um site chic

Posted by – 1 de dezembro de 2009

flowerbud
Pode um site ser chic? Um conjunto de páginas eletrônicas consegue ser elegante, de bom gosto e ter um aparência apurada? A palavra CHIC, cujo significado vêm do idioma francês, pode qualificar um website? Pensando nisso e relendo algumas anotações minhas (sempre as faço), encontrei uma (em especial) que descreve uma passagem deste livro.

Fiz uma analogia com o meio digital e com o trabalho (muitas vezes ingrato, porém gratificante) de produzir um site (nem sempre chic). Leia o resultado nas linhas abaixo.

“Para ser chic, não basta um bom design (de interface), nem é preciso ser grande (e ter centenas de links e funções). Não é só uma questão de aparência. É também uma questão de personalidade, de criatividade e de essência. Chiq é saber que um bom design, bonito e bem produzido é uma ótima embalagem. Mas o conteúdo tem que ser do mesmo padrão. Chic é ser sincero, verdadeiro e relevante, sem exageros (e sem demonstrar esforço).

Chic é ter humor, refinamento e imaginação: ao desenhar, ao escrever e ao programar. Chic é o site equilibrado, que sabe o que é e o que pretende da vida. Informativo, sem ser o dono da verdade. De fácil entendimento, sem ser banal. É o site que se relaciona com inteligência e sofisticação com seus pares (blogs, wikis, twitter, orkut, facebook) e com os usuários. Pense, especialmente, nos usuários. Pois eles, meu amigo, passam boa parte do tempo clicando, lendo e interagindo com as suas páginas. E costumam perder a cabeça por um site elegante, sofisticado e chic. Um site de fino trato.”

A melhor experiência de compra

Posted by – 7 de maio de 2009

Apple Store, 5th Avenue, NY, EUA

Apple Store, 5th Avenue, NY, EUA

Lendo o (bom) livro que fala sobre  Steve Jobs, além de saber mais sobre a Apple, o Ipod, IMacs e outros produtos da família, pude conhecer a loja de varejo Apple Store.

Quando escrevo ‘conhecer’, me refiro ao CONCEITO da mesma.

A loja não tem nome – apenas o logotipo da Apple grande e iluminado em sua fachada (também iluminada) de aço inox.

Segundo o livro, ela está sempre lotada de gente. Elegante e sedutora, dentro da loja – segundo o autor – você se sentre dentro de uma visão de futuro do cineasta Stanley Kubrick, cheia de máquinas reluzentes de uma era espacial.

A primeira loja foi aberta em 2001. Hoje, é a cadeia que mais cresce no mundo do varejo. Com mais de 200 lojas espalhadas pelo mundo, o faturamento atingiu, em apenas 3 anos, um bilhão de dólares em vendas anuais (o record anterior  pertencia à GAP). Em suma, as lojas são extremamente lucrativas.

Os conceitos por detrás da Apple Store:

  • as lojas são sofisticadas, vendendo um ESTILO DE VIDA, e não um balcão de bugigangas barganhas;
  • os funcionários são simpáticos e prestativos (na Apple Store, os serviços fazem toda a diferença);
  • as lojas são um lugar para se estar sem pressões, onde os clientes podem brincar com as máquinas e sair sem comprar nada, e sem sentir culpa por tal;
  • não há vendedores agressivos esperando para dar o bote e pressionar os clientes para que comprem algo;
  • quando um cliente compra um novo Mac, a máquina é personalizada para ele (ou ela) gratuitamente, antes de sair da loja.
  • as lojas, apesar de venderem, não giram em torno do produto, e sim em torno de uma série de experiências que a tornam mais do que uma loja.

As lojas são extremamente movimentadas; estão sempre cheias.

Quando Steve Jobs começou  a pensar nelas, ele o fez com uma visão inusitada: “enriquecer vidas”.

É o que a Apple vem fazendo há mais de 30 anos. Uma lição de como vender algo (nem que seja um simples conceito); um show de competência e profissionalismo.

Quero conhecer a Apple Store -  ao vivo -  algum dia:^)

Para Jobs, design não é decoração

Posted by – 20 de abril de 2009

steve-jobs1

Segundo A cabeça de Steve Jobs, design não é a aparência superficial de um produto, muito menos a cor ou os detalhes estilísticos.

Para Jobs, design é a maneira como um produto funciona; design é função, e não forma; uma palavra engraçada (usando as palavras do autor Leander Kahney para definir o que Steve pensa a respeito) que não significa aparência. Na verdade, e indo mais a fundo, diz respeito a como a coisa funciona. Vai muito além da aparência.

Jobs é um detalhista, que procura, de todas as maneiras, simplificar ao máximo o uso de seus produtos – seja de um Ipod, seja de um Mac – por consumidores leigos. Menus e interfaces gráficas são projetados, desenhados, conferidos pixel por pixel, feitos e refeitos à exaustão até que o produto esteja “bom” na sua opinião. Um novo botão? Sim, estará bom quando você tiver vontade de LAMBÊ-LOS (Jobs disse isso à sua equipe, certa vez).

FOCO
Ter foco, segundo Jobs, significa dizer NÃO. Significa fazer somente o essencial, mas fazê-lo muito bem-feito. Ir a fundo, além das soluções fáceis. Quando ele retornou à Apple, constatou que a empresa desenvolvia e vendia dezenas de produtos incrivelmente parecidos (e desnecessários). Depois do processo de enxugamento, sobraram apenas 4.

O livro, além de falar um pouco da trajetória de Steve Jobs no mundo empresarial (Apple, NeXT e Pixar) mostra traços de sua personalidade que o levam à conduzir – com paixão, envolvimento, elegância, perfeccionismo e criatividade – todo o seu processo de criação, concepção e desenvolvimento.

Para que gosta de design gráfico (e de Macs), recomendo a leitura:^0

Uso de grids (ou diagramas) dão consistência ao seu site

Posted by – 17 de março de 2009

Cada vez mais em uso na web, os grids têm a missão de sustentar o design de um site, tornando-os mais bonitos e atrativos.

O grid (diagrama, ou grade de alinhamento) põe, literalmente, cada coisa em seu devido lugar. Organiza os elementos de uma página, dividindo-a em áreas, e dão maior consistência ao design, seja ele qual for. Sua função é criar ordem na “bagunça” em que pode se transformar um documento. O grid padroniza os espaços e ajuda o design a elaborar páginas de maneira estruturada.

grid

Bem, até aqui, nada de novo.

A novidade que começa a ganhar adeptos é que designers online estão começando a utilizar frameworks para ajudá-los na (ingrata) tarefa de se definir um (bom) grid de comunicação. Esse é um bom exemplo de como um grid pode ser definido com a ajuda de um (existem outros, assim como tutoriais, sites e blogs que abordam mais o assunto).

Tempo (e dinheiro) são poupados com a ajuda dos frameworks, que valorizam (ainda mais) o trabalho de um bom design.

Um pixel, vale ouro!:^)