Category: Para Ler

Um motivo (e muitas razões) para blogar

Posted by – 6 de novembro de 2009

joias

“Mais importante é que eu queria que as jóias atraíssem por si só os visitantes. Cada um de meus designs tem história própria, e essas histórias podem sensibilizar as pessoas muito melhor que meras imagens. Em essência, somos uma sociedade de contadores de histórias. Nós a tecemos à nossa volta a cada dia de nossas vidas, e respondemos a elas porque muitas vezes elas refletem algo de nossas próprias vidas.

Eu blogo para compartilhar a história de meus designs. Blogo para compartilhar padrões, técnicas e tradições das pedrarias. Blogo para compartilhar as histórias de meu negócio, conforme ele luta para se estabelecer. BLOGO PARA DAR TOQUE HUMANO À MINHA EMPRESA”.

(fonte: livro Blog Marketing, de Jeremy Wright)

É assim que a americana Rebecca Thomas descreve o que a leva a falar (neste caso, blogar) sobre o trabalho dela.

Inspirador, não?

E você, tem uma (bela) história pra nos contar? Blogue, oras:^)

Nau à deriva

Posted by – 7 de outubro de 2009

meu-barco

Os executivos  que alavancam transformações de empresas BOAS em empresas EXCELENTES não decidem primeiro para onde vão conduzir o seu barco e depois escolhem as pessoas para conduzi-lo. Não; PRIMEIRO colocam as pessoas certas dentro do barco (e as erradas para fora) e depois resolvem para onde vão levá-lo. Em essência, os líderem empresariais dizem: “Olha, eu não tenho certeza para onde devemos tocar esse barco. Mas o que sei é isso: depois que tivermos as pessoas certas dentro do barco, as pessoas certas nos lugares certos e as pessoas erradas fora do barco, aí é que vamos descobrir como levá-lo a algum lugar importante”. (Empresas Feitas para Vencer, página 70, de Jim Collins)

Os líderes das chamadas empresas “feitas para vencer” compreendem uma verdade simples. Se você começa com “quem”, e não com “o quê”, pode se adaptar a um mundo em constante mudança (no mundo da tecnologia, esse jargão já evoluiu para um mantra). Se as pessoas as pessoas sobem no barco sobretudo em função de onde ele está indo, o que acontece se você navega umas 10 milhas e precisa mudar o rumo? Você passa a ter um sério PROBLEMA. Mas, se as pessoas estão no barco por causa das outras pessoas que TAMBÉM estão lá, é bem mais fácil alterar a rota.

Resumindo: seja lá para onde você for (ou estiver “remando”), isso não importa.  Ou, melhor, importa sim… Porém, antes de tudo, olhe para o lado, e veja se os demais tripulantes do seu barco são as melhores pessoas do mundo (do “seu” mundo) que mereçam (ou suportem) viajar ao seu lado. E vice-versa.

Assim,  sua viagem será mais prazerosa. E, sua trajetória, vitoriosa.

Alguém a bordo? :^)

Redes Sociais na Internet

Posted by – 8 de julho de 2009

redes sociais na internetO Livro de Raquel Recuero trata de um fenômeno que toca milhares de usuários ao redor do mundo: as redes sociais na internet.

Este livro é indicado para as pessoas que possuem um perfil junto ao Orkut (ou Facebook), lêem ou produzem blogs, utilizam o Twitter ou lançam fotos no Flickr ou em Fotologs.

Com foco no impacto das redes digitais de comunicação (leia-se internet), o livro aborda temas como: elementos, topologias e dinâmicas das redes sociais na internet, além de tipos de redes, sites, difusão de informação e comunidades.

Muito didático e teórico (o livro é resultado de pesquisas realizadas pela autora), o assunto da moda no momento – Redes Sociais – é abordado neste livro de maneira séria, abrangente e profissional.

Recomendo a leitura.

Blog marketing

Posted by – 29 de maio de 2009

blog-mkt-book

Lendo o (bom) Blog Marketing, de Jeremy Wright, aprendi que existe, na versão do autor, 7 diferentes tipos de blogs. Basicamente, é uma divisão (didática) segundo os tipos distintos de personalidade de cada um:

1. Blog Barbeiro: blogueiros-barbeiros conhecem as pessoas certas. Possuem grande conhecimento. Pode ser um perito, um analista ou um conselheiro, e não vêem problema em compartilhar conhecimento. São autênticos, honestos e extremamente confiáveis.

2. Blog Metalúrgico: o blogueiro-metalúrgico é como o barbeiro no sentido de que conhece o ramo, salvo que este trabalha dentro da empresa (e esta é o assunto pelo qual ele bloga) .

3. Ponte: o blogueiro-ponte é alguém que faz contatos, influencia e a aproxima as pessoas; é obcecado por relacionamentos. No ambiente corporativo, é o profissional de relações públicas.

4. Janela: o blogueiro-janela é similar ao metalúrgico (ou seja, trabalha DENTRO da empresa). A diferença é o que metalúrgico fala de coisas internas da empresa, e  o janela fala de coisas internas e externas à companhia; molda opiniões, basicamente.

5. Placa de Sinalização: este blogueiro não compartilha suas opiniões; indica coisas bacanas e interessantes; tem dezenas de notas e recomenda visitas para outros sites.

5. Pub: são blogueiros que geram discussões (no bom sentido); convidam as pessoas a deliberar sobre um determinado tema. É o local ideal para pensadores compartilharem opiniões.

6. Jornal: o bloqueiro jornal reporta mais do que opina; comporta-se como um jornal, literalmente. Dá o máximo de si para se ater aos fatos.

Qual é o tipo do seu blog?:^)

Web versus blogging

Além da “personas” blogueiras, outra informação interessante que o livro traz é um quadro comparativo, uma lista de comparações, que mostra algumas das principais diferenças entre os websites tradicionais e os blogs:

Web Blog
Previsível Imprevisível
Encontre Navegue
Abrangente e Superficial Incompleta e Profunda
Ampla Segmentada
Lenta Instantânea
Fria Quente
Transmissão Conversa
Lugar Comunidade
Anônima Pessoal
Empresa Pessoas
Conteúdo Expressão
Massificada Individual
Fechada Participativa
Sem resposta Agradecida

E, para terminar, um texto extraído de um blog de uma designer de jóias (é um blog do tipo ‘metalúrgico’), que fala o porquê dela blogar e o que isso signifca para ela e para o trabalho que ela faz:

“Em essência, somos um sociedade de contadores de histórias. Nós a tecemos à nossa volta a cada dia de nossas vidas, e respondemos a elas porque muitas vezes elas refletem algo de nossas próprias vidas, e respondemos a elas porque muitas vezes elas refletem algo de nossas próprias vidas, eu blogo para compartilhar a história de meus designs. Blogo para compartilhar padrões, técnicas e tradições das pedrarias. Blogo para compartilhar as histórias de meu negócio, conforme ele luta para se estabelecer. Blogo para dar um toque humano às minha empresa.”

E você? Por que bloga?^)

Conheça os Numerati – Eles já conhecem você

Posted by – 22 de março de 2009

Numerati

Quem acessa a internet, usa cartão de crédito, assina tv a cabo, utiliza celulares (e faz dezenas de outras coisas) deixa, todos os dias, uma séria de pistas e informações sobre nosso hábitos, ações, comportamento e costumes. Mas… Quem coleta estes dados? Quem os examina? E (o mais importante, talvez) o que estão fazendo com eles?

São estas as informações que o jornalista Stephen Baker explora no livro NUMERATI .

Segundo o autor, uma nova elite matemática está descobrindo meios de dissecar cada ação nossa e prever, de maneira precisa, nosso próximo passo.

Os NUMERATI se inflitram em todas as áreas da atividade humana. Estão analisando nossas compras, nossos valores políticos, nossa saúde e nossas vidas.

Nossa privacidade pode evaporar, segundo Stephen…

Uma leitura esclarecedora! Para quem trabalha com internet, é imperdível :^0

P.S. : como diz Chris Anderson (autor do livro A Cauda Longa) na contra-capa do livro, Numerati é “uma leitura obrigatória para quem deseja entender a vida e os negócios da Era do Google”.

As pessoas é que importam, os objetos não

Posted by – 20 de fevereiro de 2009

hug-macleod

Imperdível a entrevista de Hugh MacLeod (considerado o gura da web 2.0) – ao Meio & Mensagem desta semana (16.02.09).

Na virada do século, Hugh trabalhava junto à uma agência de publicidade (uma bem grande, e bem famosa) e, quando a propaganda mudou (nas palavras dele), ele fez o mesmo: deixou o emprego e tornou-se, em pouco tempo, referência para no mundo web. Estrategista de marketing, consultor de marcas famosas, como Dell e Microsoft, e autor do blog www.gapinvoid.com, Hugh parte da premissa de que na vida o que importa são as pessoas e não os objetos, esses apenas moléculas necessárias para a socialização.

Logo abaixo, alguns destaques da entrevista:

A transição
“Tive sorte de descobrir cedo qual era o potencial da internet e criar meu blog quando tudo ainda era visto como tendência e com certa desconfiança. Também tive a felicidade de trabalhar com os pioneiros da blogosfera, ou seja, os que nutriam interesse genuíno pelo novo meio.”

A publicidade tradicional
“O que vejo é que às vezes a publicidade faz com que as pessoas se sintam mais estúpidas do que são. É feita de maneira passiva e limitadora. (…). É preciso ir além da abordagem careta e ultrapassada de chegar e dizer: “Olá, meu nome é Hugo, tenho 43 anos, sou cartunista e ganho US$ 3 mil”. Ninguém se comunica dessa forma. (…) Esse é o segredo da web 2.0: tornar natural e intimista o relacionamento entre marcas e pessoas. As relações podem – e devem – ser reais e mundanas para que o consumidor não se sinta diminuído.”

O futuro do marketing
“Para mim, o segredo nada mais é do que contar histórias, coisas da vida. Aproximar a comunicação ao máximo da realidade e do cotidiano dos indivíduos é fundamental para acabar com a superficialidade. (…) No fim, o que importa mesmo é socializar.”

Blogs
“Blogs devem prezar pela simplicidade. E, por serem canais baratos, fáceis e de alcance global, pemitem experiências e comunicação baratas, simples e globais. Esses endereços são uma ótima maneira de fazer as coisas acontecerem indiretamente.”

A crise financeira e a expansão das mídias digitais
“As pessoas não tem mais dinheiro para investir em mídias caras. Com a crise, as diversas mídias tendem a competir menos entre elas, uma vez que o anunciante não vai mais gastar rios de dinheiro para se comunicar. Nesse caso, portanto, os canais digitais tendem a se sobressair por disponibilizarem mais espaço a custos muito menores.”

:^_

Quem sai ganhando no mundo da vaca

Posted by – 26 de janeiro de 2009

vaca-roxa

O que é uma vaca roxa? Segundo Seth Godin, ser uma VACA ROXA é ser notável, ou seja um novo “P” (de “purple cow”) no mundo do marketing (os quatro favoritos são Produto, Propaganda, Preço e Promoção).

Notável significa – dentre outras coisas – ser excepcional, novo, interessante. “O tedioso – uma vaca marrom – é invisível” segundo o autor.

E assim segue o livro, que vai mostrando, aos poucos, como o mundo da mídia de massa (televisiva, com anúncios de produtos comuns, com ciclos longos e pequenas mudanças) vai cedendo lugar ao pós-televisivo, com produtos notáveis, de ciclos curtos e de grandes mudanças. Ilustrando um pouco… McDonald´s, Marlboro: são (típicos) do mundo televisivo; já o restaurante Outback e Linux são produtos Vaca Roxa.

Transcrevo, aqui, um dos trechos que mais aprecio no livro – Os Benefícios de ser uma Vaca, página 96 -:

“(…) À medida que o mundo vai se tornando mais turbulento, um número cada vez maior de pessoas busca segurança. Todos querem baixar a taxa de risco de suas carreiras e de seus negócios ao mínimo possível.

E a maior parte das pessoas acredita, erroneamente, que a maneira de se conseguir isso é fazendo as coisas com a maior segurança possível. Ou se escondendo. Portanto, um número cada vez menor delas trabalha para criar uma Vaca Roxa.

Ao mesmo tempo, o mercado fica mais ágil e mais fluido. É verdade que estamos muito ocupados para prestar atenção, mas uma parte da população está mais inquieta do que nunca. Alguns se contentam em trocar de operadora telefônica, de companhia aérea, de empresa de auditoria ou do que mais for necessário para conseguir uma vantagem. Se o caixa do banco o incomoda, bem, há um outro banco na outra esquina. Assim, enquanto um número cada vez menor de pessoas tenta se tornar a Vaca, as recompensas por ser notável continuam a aumentar! Continua valendo a capacidade de um pequeno grupo de sequiosos experimentadores para influenciar o resto de nós.

À medida que a capacidade de ser notável segue demonstrando o seu assombroso valor de mercado, as recompensas que resultam da Vaca Roxa se multiplicam.

Não importa que você tenha tenha desenvolvido uma nova apólice de seguros, gravado um disco que tenha estourado nas paradas ou escrito um livro revolucionário que tenha virado best-seller: o dinheiro, prestígio, poder e satisfação que se seguem são extraordinários. Em troca de ter aceitado o risco – o risco do fracasso, do ridículo ou de outros sonhos não realizados – o criador da Vaca Roxa recebe um bônus gigantesco quando ele consegue acertar.”

Sua empresa é invisível? Faça o inusitado. Ou, pelo menos, leia este inusitado livro. Já é um bom começo :^)

Quando insistir e quando desistir

Posted by – 13 de janeiro de 2009

o-melhor-do-mundo

Ano novo. E todo início de ano que se preza demanda sonhos, planejamento e luta para conquistar nossos objetivos. E, muito do que queremos não está ao nosso alcance.

Então, como obter o que desejamos? Devemos (realmente) nos esforçar mais, e continuar a insistir? Fazer mais esforço traz mais resultados?

Na opinião do respeitado Seth Godin, nem sempre…

Autor de vários livros de sucesso (A vaca roxa, O futuro não é mais o mesmo, A grande mudança, O melhor do mundo, dentre outros), Seth acredita que o que diferencia uma pessoa extremamente bem-sucedida da maioria é a habilidade de escapar o mais rápido possível das situações sem futuro e de se manter concentrada e motivada quando realmente importa, ou seja, diante de um vão (explico logo abaixo).

Segundo Seth, os vencedores desistem com frequencia (sem trema) e sem nenhuma culpa – até se comprometerem em lutar contra o deságio certo pelas razões certas. Na verdade, eles entendem que, quanto maior a barreira, maior a recompensa por superá-la.

Deixarei que ele mesmo fale, por si:

“Logo que você começa alguma atividade, tudo parece divertido. Você acha interessante e recebe um bom feedback das pessoas à sua volta.

Nos dias e semanas seguintes, o aprendizado rápido faz com que você continue indo em frente. Não importa o que seja essa atividade, é fácil se manter interessado nela.

E aí começa o Vão.

O Vão é a longa e cansativa caminhada entre o início e a maestria. Um momento de avanço lento que – por mais contraditório que pareça – é um atalho, porque leva você para onde ir mais rapidamente do que qualquer outro caminho.

O Vão é o que distingue a sorte de principiante de uma realização real.”

Sendo assim, em 2009, pense bem onde você concentrará seus esforços, seu suor e quais serão os frutos do seu trabalho (se é que eles lhe darão frutos). Se valer a pena, siga em frente, e trabalhe duro para se superar, e ir adiante (ou seja, ir além do Vão). Caso contrário, desista, sem dó nem piedade.

O livro é ótimo. Recomendo a leitura!

OBS: pessoas bem-sucedidas não sobrevivem simplesmente ao vão. Não é apenas uma questão de trabalho duro e superação. Elas se lançam ao vão. Movem-se com determinação, mudando as regras à medida que avançam.

Orfeu e a lírica das redes

Posted by – 10 de dezembro de 2008

Um livro fininho, com pouco mais de 100 páginas, de leitura leve, porém muito esclarecedor, inteligente e interessante.

Nem imaginava quais são, segundo o livro, as três formas diferentes (completamente diferentes) de se organizar uma rede, qual é a história das chamadas redes sociais (é a última moda das agências de publicidade; tudo é “rede social” no momento).

A estrutura de trabalho, como a conhecemos hoje, está mudando – lentamente – e irá mudar muito mais, segundo o seu autor. Nasce uma nova era, e abre-se a possiblidade de passarmos de um mundo de poder descentralizado para um outro, de poder distribuído.

Bloggers, blogging, blogs, blogosfera, mumis, contextopédia… enfim, o livro apresenta, de maneira sucinta e organizada, muitos conceitos que são hoje largamente utilizados e abordados por aqui, no ambiente digital.

“Construir um lindo blog como escaninho de uma linda vida. Construir e cantar o construído. Por que, afinal, pode haver triunfo maior do que o de construir a felicidade a partir do pequeno?” (O poder das redes: manual ilustrado para pessoas, organizações e empresas, chamadas a praticar o ciberativismo, de David Ugarte, página 65).

Clique aqui e a usabilidade na web

Posted by – 10 de setembro de 2008

Para quem utiliza o básico clique aqui em seus textos, banners ou em páginas web, fica aqui a minha sugestão de leitura. O autor é tido como o maior especialista no assunto e o livro é um clássico no assunto.

Para quem gosta de um site fácil de se navegar, bem elaborado e com bom design, considero o livro do Jakosão uma leitura obrigatória e fonte de interessantes observações e descobertas a respeito do comportamento na web.

Uma dica: nunca utilize o tal clique aqui. Uma palavra, quando é um hiperlink, já é assinalada como tal, caso o site seja bem feito, obviamente;^)