Category: Reflexões

Chegou a hora de mudarmos

Posted by – 26 de julho de 2010

mi.rí.a.de sf (gr myriás, ádos) Quantidade indefinida e muito grande.

Em 14 anos atuando na internet, a Total Media já viu de tudo.

Como em todas as áreas, vivemos nesse mercado uma nova realidade: cada usuário é uma pessoa única, com as suas necessidades e desejos. E cada empresa ou site também. Na verdade, até essa própria divisão parece estar em xeque: onde termina a empresa e onde começa o cliente? Isso tudo muda nossa forma de pensar e agir.

Somos únicos e, ao mesmo tempo, somos múltiplos.

A velha máxima do “juntos fazemos melhor” nunca esteve tão certa quanto nesta era de blogs e redes sociais. Todos nós somos coautores da história dos nossos dias.

Vivendo tudo isso no dia a dia, a Total Media captou bem essa mudança. Isso demandou tempo: para chegar a essas conclusões, foi necessário analisar uma verdadeira miríade de informações!

Já que a internet, os nossos hábitos e nós mesmos mudamos, chegou a hora de a Total Media mudar.

A partir de agora, operamos sob a marca de Miríade Digital. A qualidade do trabalho é a mesma, a equipe é a mesma, e até os clientes — esperamos! — serão os mesmos.

No entanto, queremos trazer estes novos ares às atividades de nossos clientes na internet. Queremos pensar “fora da caixa” na hora de apontarmos soluções virtuais para negócios.

Blogs. Redes sociais. Exercitar a criatividade em conjunto. Crescer junto com seus clientes. Pense nisso. A Miríade Digital também pensa assim.

Seja bem-vindo.

Um site chic

Posted by – 1 de dezembro de 2009

flowerbud
Pode um site ser chic? Um conjunto de páginas eletrônicas consegue ser elegante, de bom gosto e ter um aparência apurada? A palavra CHIC, cujo significado vêm do idioma francês, pode qualificar um website? Pensando nisso e relendo algumas anotações minhas (sempre as faço), encontrei uma (em especial) que descreve uma passagem deste livro.

Fiz uma analogia com o meio digital e com o trabalho (muitas vezes ingrato, porém gratificante) de produzir um site (nem sempre chic). Leia o resultado nas linhas abaixo.

“Para ser chic, não basta um bom design (de interface), nem é preciso ser grande (e ter centenas de links e funções). Não é só uma questão de aparência. É também uma questão de personalidade, de criatividade e de essência. Chiq é saber que um bom design, bonito e bem produzido é uma ótima embalagem. Mas o conteúdo tem que ser do mesmo padrão. Chic é ser sincero, verdadeiro e relevante, sem exageros (e sem demonstrar esforço).

Chic é ter humor, refinamento e imaginação: ao desenhar, ao escrever e ao programar. Chic é o site equilibrado, que sabe o que é e o que pretende da vida. Informativo, sem ser o dono da verdade. De fácil entendimento, sem ser banal. É o site que se relaciona com inteligência e sofisticação com seus pares (blogs, wikis, twitter, orkut, facebook) e com os usuários. Pense, especialmente, nos usuários. Pois eles, meu amigo, passam boa parte do tempo clicando, lendo e interagindo com as suas páginas. E costumam perder a cabeça por um site elegante, sofisticado e chic. Um site de fino trato.”

Os bem-sucedidos são os mais brilhantes

Posted by – 7 de novembro de 2009

Será mesmo?

 Veja o vídeo abaixo, onde uma bem-sucedida e premiada publicitária fala como ela conquistou 2 prêmios (CABORÉ) na carreira.
“O sucesso segue uma rota (árdua) e previsível” (frase do livro Fora de Série, de Malcolm Gladwel). A soma de decisões e esforços individuais de pessoas que recebem uma dádiva, e têm força e presença de espírito para agarrá-las, levam qualquer um a fazer sucesso. Prêmios (sejam eles quais forem) são uma mera consequencia e – quando merecidos – não surpreendem ninguém.
Os vitoriosos NÃO SÃO os mais brilhantes.
O sucesso (quase sempre) é um processo evolutivo, e não revolucionário.
É simples. Demorado. E longe de ser um caminho fácil.
Para assistir mais, acesse o site do Caboré . O depoimento do Nisan (que dispensa apresentações) é fantástico! :^).
 

Um motivo (e muitas razões) para blogar

Posted by – 6 de novembro de 2009

joias

“Mais importante é que eu queria que as jóias atraíssem por si só os visitantes. Cada um de meus designs tem história própria, e essas histórias podem sensibilizar as pessoas muito melhor que meras imagens. Em essência, somos uma sociedade de contadores de histórias. Nós a tecemos à nossa volta a cada dia de nossas vidas, e respondemos a elas porque muitas vezes elas refletem algo de nossas próprias vidas.

Eu blogo para compartilhar a história de meus designs. Blogo para compartilhar padrões, técnicas e tradições das pedrarias. Blogo para compartilhar as histórias de meu negócio, conforme ele luta para se estabelecer. BLOGO PARA DAR TOQUE HUMANO À MINHA EMPRESA”.

(fonte: livro Blog Marketing, de Jeremy Wright)

É assim que a americana Rebecca Thomas descreve o que a leva a falar (neste caso, blogar) sobre o trabalho dela.

Inspirador, não?

E você, tem uma (bela) história pra nos contar? Blogue, oras:^)

Nau à deriva

Posted by – 7 de outubro de 2009

meu-barco

Os executivos  que alavancam transformações de empresas BOAS em empresas EXCELENTES não decidem primeiro para onde vão conduzir o seu barco e depois escolhem as pessoas para conduzi-lo. Não; PRIMEIRO colocam as pessoas certas dentro do barco (e as erradas para fora) e depois resolvem para onde vão levá-lo. Em essência, os líderem empresariais dizem: “Olha, eu não tenho certeza para onde devemos tocar esse barco. Mas o que sei é isso: depois que tivermos as pessoas certas dentro do barco, as pessoas certas nos lugares certos e as pessoas erradas fora do barco, aí é que vamos descobrir como levá-lo a algum lugar importante”. (Empresas Feitas para Vencer, página 70, de Jim Collins)

Os líderes das chamadas empresas “feitas para vencer” compreendem uma verdade simples. Se você começa com “quem”, e não com “o quê”, pode se adaptar a um mundo em constante mudança (no mundo da tecnologia, esse jargão já evoluiu para um mantra). Se as pessoas as pessoas sobem no barco sobretudo em função de onde ele está indo, o que acontece se você navega umas 10 milhas e precisa mudar o rumo? Você passa a ter um sério PROBLEMA. Mas, se as pessoas estão no barco por causa das outras pessoas que TAMBÉM estão lá, é bem mais fácil alterar a rota.

Resumindo: seja lá para onde você for (ou estiver “remando”), isso não importa.  Ou, melhor, importa sim… Porém, antes de tudo, olhe para o lado, e veja se os demais tripulantes do seu barco são as melhores pessoas do mundo (do “seu” mundo) que mereçam (ou suportem) viajar ao seu lado. E vice-versa.

Assim,  sua viagem será mais prazerosa. E, sua trajetória, vitoriosa.

Alguém a bordo? :^)

Compartilhando Cultura

Posted by – 2 de setembro de 2009

logo-livraria-culturaNo último sábabo (dia 29.08),  tive a oportunidade assistir à apresentação do diretor de operações e e-commerce da Livraria Cultura Sergio Hertz, que abriu ao evento promovido pelo grupo de nome Bate-Papo sobre  E-commerce e Mídias Sociais. Mostrando profundo conhecimento e domínio sobre o assunto, a palestra foi uma verdadeira aula para quem trabalha com a (cada vez mais complexa) gestão de varejo.

Sergio começou mostrando alguns números (invejáveis) da Livraria Cultura, como anos em atividade (mais de 60), número de clientes, número de lojas, taxa de crescimento médio (30% ao ano, em média) e sku’ s (130 mil) , e foi logo dizendo que a Livraria Cultura trata o assunto comércio eletrônico como uma operação que segue o fluxo (comum) de vendas de um produto, seja ele qual for. Para ele “e-commerce” não deve ser uma divisão, algo “à parte”;  na opinião dele, o consumidor não é MONO, e sim MULTI canal.

A Livraria Cultura, ao contrário de outros varejista, não faz promoções, saldões, ou promove descontos de seus itens, seja “on” ou “offline”, diz Sergio. Para a Cultura, “é melhor e mais barato comprar na loja”. Ele cita exemplos onde a loja física acaba concorrendo com o canal online da própria empresa, ou seja, o mesmo produto (muitas vezes) custa mais barato se adquirido via web. Para ele, é inútil (e desleal com o os vendedores  da Livraria) concorrer com o excesso de oferta de produtos online. 

A web, diz ele, proporciona uma experiência que é mais fácil de acontecer, porém a loja virtual necessita de mais estrutura e know-how para que se entregue uma “boa experiência” de compra junto ao usuário. 

 Sergio diz que o site da Cultura é simples, porém a operação de venda é muito complexa.

Para finalizar, Sergio mostra algumas ações de comunicação da Empresa, como o Blog do Riuston, e cita o Blog da Cultura com o sendo uma “experiência fantástica”, que “flue” entre os canais de comunicação da empresa. No Orkut, diz, são mais de 51 comunidades criadas por admiradores da Empresa.

:^_)

Técnica Pomodoro: organize-se e tenha foco

Posted by – 27 de agosto de 2009

tecnica-pomodoroAprenda a lidar com as interrupções internas (ocasionadas por nós mesmos) e externas.

A ideia básica da Técnica Pomodoro surgiu no final dos anos 80, durante os primeiros anos de estudo na faculdade onde estudava o italiano Francesco Cirillo. Antes mesmo de completar o primeiro ano, Francesco se achava muito confuso e pouco produtivo. Depois de um dia todo dedicado exclusivamente às aulas e ao estudo, ele chegava em casa com a sensação de não saber direito o que havia feito.  Francesco estava em crise, e a Técnica Pomodoro é o fruto de suas indagações. 

A DESCOBERTA
Um dia, durante uma aula, no campus onde costumava estudar, observou (de maneira crítica) seus colegas, e logo em seguida olhou a si mesmo, ainda mais crítico; reparou na maneira como ele se organizava, como ele interagia com seus colegas e como estudava. Para ele, estava claro que o grande número de distrações e interrupções -  e o baixo nível de concentração e motivação  – estavam na raiz da crise que ele estava vivendo.

O DESAFIO
Então, ele se propôs a um desafio, tanto útil quanto humilhante: “Você pode estudar – verdadeiramente – por 10 minutos?” Francesco precisava de um objetivo palpável, real, um medidor de tempo, um tutor para a sua descoberta. Foi quando ele encontrou, em sua cozinha, um timer, um medidor de tempo em forma de pomodoro (um tipo de tomate italiano). Em outras palavras, ele encontrou um Pomodoro.

A TÉCNICA
Francesco levou tempo para aprimorar a nova técnica, e muito esforço. Na tentativa de solucionar problemas (cada vez mais complexos), Francesco, aos poucos, amadureceu a Técnica Pomodoro, a qual ele descreve neste documento. Bonita, simples e elegante, a Técnica ajudou-o a manter-se focado, organizado e concentrado no desempenho de suas tarefas.

COMO FUNCIONA 

  • Você trabalha numa única tarefa durante 25 minutos, sem parar, e ao final, descansa de 3 a 5 minutos;
  • faça isso durante 4 vezes seguidas (são 4 pomodoros);
  • ao final de 4 pomodoros, descanse de 25 a 30 minutos.

Você precisa de papel, caneta e algo que marque o tempo (um timer de cozinha). A cada pomodoro, marque um X ao lado da tarefa.

INTERRUPÇÕES, O QUE FAZER COM ELAS?
A cada interrupção interna, anote a tarefa em questão, e coloque-a numa lista de tarefas chamada URGENTES NÃO PLANEJADOS. Faça um pomodoro com TODAS estas tarefas, assim que possível, e resolva suas pendências, uma a uma.

BENEFÍCIOS
A principal: uma (grande) mudança de percepção do seu tempo. Passe a trabalhar por POMODOROS, e não mais por HORAS. POMODOROS são pontos ganhos; uma estimativa que liga tarefas ao tempo de execução de cada uma delas. Trabalhar com POMODOROS ajuda- o no controle da ansiedade e no fluxo de trabalho constante.

UMA DICA
Pomodoros são indivisíveis. Uma tarefa interrompida significa uma perda irreparável. Se for interrompido, comece novamente o seu Pomodoro (e proteja-o!).

MAIS INFORMAÇÕES
http://www.pomodorotechnique.com/
http://cirillosscrapbook.wordpress.com/

Alguém quer me jogar um tomate:`)?

Um site é somente a ponta do iceberg

Posted by – 18 de maio de 2009

iceberg

Existe uma expressão que diz: “Isso é só a ponta do iceberg…”; esta vem do fato de que a parte da “montanha de gelo” que se vê, acima do nível do mar, é apenas uma pequena parte de um imenso bloco de gelo (fonte: site Curiosidades).

Pois bem. Com a web, costumo citar o exemplo dos icebergs para passar a seguinte mensagem: não adianta você querer produzir um site fabuloso, fantástisco, maravilhoso, lindo, completo e abrangente, se a SUA EMPRESA (ou você) não o é!

Site são meios de divulgação, de comunicação. Suas mensagens, seus produtos, arquivos, pensamentos, … enfim, você pode compartilhar e mostrar uma infinidade de coisas, desde que estas  – obviamente - existam (ou estejam em vias de, como no caso de muitos projetos). E esta é a parte mais difícil do processo. Criar o serviço, planejar, dar alma e personalidade à empresa, gerir e melhorar seus processos internos, vender, prosperar e progredir com o passar dos anos.

tirinha_iceberg

O site é a consequencia natural de todos esses fatores.

É sempre um desafio representar, através de páginas web, as demandas escritas (texto) e visuais (logotipo e/ou fotos) daquilo que sua empresa ou entidade desejam comunicar (e eu, particularmente, adoro fazer isso). Mas é impossível fazer algo realmente bom do NADA. Deslumbrante, então, nem se diga. 

Antes de SER digital – ou estar presente na rede - sua empresa deve ser real, verdadeira e, se possível, fiel aos seus ideais.

Antes de querer chamar a atenção, atrair olhares e se destacar através de um web site, pense nisso.

Seu site é (e sempre será) apenas uma parte deste todo.

Uma boa metáfora.

A melhor experiência de compra

Posted by – 7 de maio de 2009

Apple Store, 5th Avenue, NY, EUA

Apple Store, 5th Avenue, NY, EUA

Lendo o (bom) livro que fala sobre  Steve Jobs, além de saber mais sobre a Apple, o Ipod, IMacs e outros produtos da família, pude conhecer a loja de varejo Apple Store.

Quando escrevo ‘conhecer’, me refiro ao CONCEITO da mesma.

A loja não tem nome – apenas o logotipo da Apple grande e iluminado em sua fachada (também iluminada) de aço inox.

Segundo o livro, ela está sempre lotada de gente. Elegante e sedutora, dentro da loja – segundo o autor – você se sentre dentro de uma visão de futuro do cineasta Stanley Kubrick, cheia de máquinas reluzentes de uma era espacial.

A primeira loja foi aberta em 2001. Hoje, é a cadeia que mais cresce no mundo do varejo. Com mais de 200 lojas espalhadas pelo mundo, o faturamento atingiu, em apenas 3 anos, um bilhão de dólares em vendas anuais (o record anterior  pertencia à GAP). Em suma, as lojas são extremamente lucrativas.

Os conceitos por detrás da Apple Store:

  • as lojas são sofisticadas, vendendo um ESTILO DE VIDA, e não um balcão de bugigangas barganhas;
  • os funcionários são simpáticos e prestativos (na Apple Store, os serviços fazem toda a diferença);
  • as lojas são um lugar para se estar sem pressões, onde os clientes podem brincar com as máquinas e sair sem comprar nada, e sem sentir culpa por tal;
  • não há vendedores agressivos esperando para dar o bote e pressionar os clientes para que comprem algo;
  • quando um cliente compra um novo Mac, a máquina é personalizada para ele (ou ela) gratuitamente, antes de sair da loja.
  • as lojas, apesar de venderem, não giram em torno do produto, e sim em torno de uma série de experiências que a tornam mais do que uma loja.

As lojas são extremamente movimentadas; estão sempre cheias.

Quando Steve Jobs começou  a pensar nelas, ele o fez com uma visão inusitada: “enriquecer vidas”.

É o que a Apple vem fazendo há mais de 30 anos. Uma lição de como vender algo (nem que seja um simples conceito); um show de competência e profissionalismo.

Quero conhecer a Apple Store -  ao vivo -  algum dia:^)

Uma transformação profunda

Posted by – 24 de abril de 2009

É o que está acontecendo com a mídia, nos Estados Unidos.

Na coluna CONVERGÊNCIA, do Meio & Mensagem desta semana, Mauro Cavalletti comenta:

“Jornais tradicionais estão fechando pelo País todo, em ritmo nunca visto.”

E segue, falando sobre a atual situação econômica, na opinião dele:

“Esta é uma crise de paradigmas, e enquanto um formato desaparece, outros emergem com força e agressividade. Os modelos puramente digitais, como as redes sociais, vão crescendo com êxito, e modelos alternativos de publicação vão surgindo estimulados pelas novas tecnologias.”

As diferenças entre mídia comprada, mídia própria e mídia ganha (segundo o chairman de Mauro, Bob Greenberg, em reportagem publicada pela revista Adweek):

“(…) mídia comprada (propaganda, de comerciais de tv aos banner de internet), mídia própria (websites e outras plataformas digitais construídas e mantidas pelo cliente) e mídia ganha (mídia gerada gratuitamente pelo público, através de estratégias de redes sociais e menos dependentes de mídias pagas para alcançar o consumidor).”

E, finalmente, como agir numa cenário como este, de grandes mudanças:

“Encarando de frente este momento desafiador, muitas agências (de publicidade) estão operando novos modelos – mais ágeis, mais dinâmicos, mas colaborativos. As tradicionais “duplas de criação” ficaram obsoletas. As equipes criativas agora incluem disciplinas como design de interação; e tecnologia, que tem a maestria de dar vida às ideias, de maneira precisa e inovadora.”

Para quem trabalha com internet, o cenário atual – de “crise”, de transformações profundas ou de mudanças de paradigma (ou de qualquer outro nome) – é bastante promissor.

Novos pradrões serão estabelecidos. Novas estruturas se erguerão, e nosso desafio será (igualmente) grande.